IBV Auto Maio 2026: Usados sobem 0,43% — Kwid lidera altas, Onix Plus puxa quedas
O Índice BV Auto (IBV) de maio de 2026 mostra reaceleração da inflação de carros usados no Brasil: alta de 0,43% sobre abril — quase o dobro do +0,27% registrado no mês anterior, mas ainda abaixo da média de +0,72% do primeiro trimestre. No acumulado de 12 meses, os preços subiram 6,94% — leve desaceleração frente aos 6,99% fechados em abril.

O que mudou em maio
Em abril, a alta foi puxada por populares antigos e descontinuados (Celta, Palio). Em maio, o quadro muda: o Renault Kwid lidera com +4,58% — uma alta excepcional para um único mês, mais de 10× a média do índice. Honda HR-V vem na sequência com +1,85% e o VW Gol fecha o pódio com +1,60%. Foram esses três os modelos que mais contribuíram para a aceleração do índice.
Na ponta negativa, o destaque é a virada do Chevrolet Onix. Depois de puxar a alta do índice por três meses consecutivos, o Onix caiu -0,36% em maio. Seu irmão sedã, o Onix Plus, registrou a maior queda do mês com -1,39%. Em seguida vieram Fiat Mobi (-1,14%) e Fiat Uno (-1,12%) — sinal de que a pressão nas pontas migrou para o segmento de sedãs compactos e ultra populares.

Variação por região: Centro-Oeste assume e Norte devolve a alta
A inversão regional foi nítida: em abril, o Centro-Oeste foi o destaque negativo (com MS, MT e RS em queda) e o Norte foi o mais aquecido (TO, AC e AM lideraram as altas). Em maio, os papéis se invertem. O Centro-Oeste registrou +0,99% e foi a região com maior alta — puxada pelo Mato Grosso do Sul, que avançou +1,19% e teve a maior taxa entre os 27 estados. GO (+0,98%) e MT (+0,91%) completam o trio do Centro-Oeste no topo.
O Norte fez o caminho inverso e fechou em -0,23%, devolvendo parte da forte alta de abril. Cinco dos sete estados da região terminaram negativos, com Amapá e Tocantins empatados em -0,41% — as maiores quedas do mês entre todos os estados. No total, 20 dos 27 estados ainda registraram alta no mês.
No acumulado de 12 meses, o ranking ganhou nova liderança: Rio de Janeiro assume com +7,84%, seguido por Paraná (+7,42%) e Minas Gerais (+7,29%) — MG perdeu o primeiro lugar que detinha em abril. Na ponta menor: Espírito Santo (+4,91%), Mato Grosso (+5,05%) e Santa Catarina (+5,27%). Todos ainda em alta, mas em ritmo bem mais lento.


Elétricos seguem desvalorizando mais que o mercado
A foto da depreciação por tipo de propulsão continuou estável em maio, com a hierarquia já consolidada nos meses anteriores. Modelos elétricos lançados em 2023 acumulam desvalorização de 45,6% até maio de 2026 — o mesmo nível visto até abril. Há sinal de estabilização, mas o patamar permanece alto.
Comparativo por ano modelo até maio/2026: - 2023 — Elétricos: -45,6% | Híbridos: -25,2% | Combustão: -20,0% - 2022 — Elétricos: -49,3% | Híbridos: -18,9% | Combustão: -13,4% - 2021 — Híbridos: -17,0% | Combustão: -5,1%
O racional segue o mesmo: a entrada constante de elétricos novos no Brasil, com tecnologia superior e preços mais agressivos, pressiona o valor de revenda dos modelos antigos. Para quem está comprando elétrico usado, a janela de desconto se mantém aberta. Para quem está vendendo, o sinal estrutural continua claro.

O que isso significa para você?
Se você tem um Renault Kwid, Honda HR-V ou VW Gol, maio foi um mês excepcional de valorização — janela favorável para vender. Se você tem um Onix Plus, Mobi ou Uno, a queda foi expressiva e acelerada: vale acelerar a decisão. Se está no Centro-Oeste e quer vender, este foi o melhor mês recente — especialmente em MS, MT e GO. No Norte, a janela é o oposto: bom mês para comprar, mês difícil para vender. Para elétricos usados, o cenário não muda — comprar tem desconto cada vez maior, vender tem urgência cada vez maior.
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